Gravidez Ectópica: Conheça os sintomas e tratamentos

Cada vez que um óvulo é fecundado, o organismo materno se encarrega de preparar o útero para abriga-lo. Se ocorrer um “erro” ou acidente, pode acontecer que o óvulo se aloje em um ponto errado do útero, ou nas trompas,  ou em qualquer outra parte da região genital. Neste caso ocorre uma gravidez ectópica (ektos= fora de; topo=lugar). Mas são casos raros. Calcula-se que em cada 1.000 gestações, 3 sejam ectópicas.

Existem várias hipóteses sobre as possíveis causas da anormalidade. As principais são as que impedem ou retardam a passagem do óvulo fecundado para a cavidade uterina. A obstrução parcial de uma trompa em conseqüência de uma infecção crônica pode originar diversas alterações no trabalho de transporte do óvulo pelo órgão. Inicialmente, a própria reação inflamatória das paredes tubárias (trompas) pode impedir a passagem do óvulo. Os cílios (pestanas microscópicas que existem  nas células da mucosa das trompas) que com seus movimentos, ajudam a impelir o ovo para o útero, ficam com seu trabalho prejudicado em decorrência da infecção. Também pode haver alteração nas contrações musculares das paredes das trompas que, com movimentos semelhantes aos dos intestinos, são fundamentais para a progressão do óvulo. A infecção das trompas pode ainda determinar a formação de condutos sem saída, por onde o óvulo se extravia.

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O mesmo fenômeno pode ocorrer por causa de obstruções parciais provocadas por tumores formados nas vizinhanças de uma trompa e que comprimem a sua parede. Com isso, o espaço interno do tubo diminui, mas não se fecha completamente. O espermatozóide consegue passar, mas o óvulo, por ser maior, não.

Quando isso ocorre na ampola (porção inicial das trompas encarregada de receber os óvulos liberados pelos ovários) caracteriza-se  a “gravidez tubária ampular”. E se ocorrer no istmo, que é o corpo da trompa, é chamada de “gravidez tubária ístmica”. Nos dois caos, depois de fecundado o óvulo, se aloja na parede das trompas. Ao penetra-la, acaba por provocar perfuração, pois este tecido bastante delgado, não é apropriado para cumprir tal função. A conseqüência é uma  forte hemorragia. Muitas vezes a mulher só nota a gravidez quando o sangue escorre pela vagina. Em geral, a incapacidade da trompa para alojar o embrião, acaba por provocar o seu óbito. Em casos raríssimos, o embrião é lançado na cavidade peritoneal, onde consegue desenvolver-se e origina uma “gravidez abdominal secundária”. A rigor, a única gestação utópica que apresenta alguma condição de sobrevivência para o feto é a gravidez abdominal, mas as  proporções de deformações fetais são superiores às gestações normais.

O embrião ectópico praticamente não tem condições de sobrevivência, e pode comprometer gravemente a saúde da mãe. Diante de tantos riscos, a suspeita de gestação ectópica deve ser verificada imediatamente. Existem vários exames que ajudam a identifica-la, entre eles, a punção do “Saco de Douglas” (espaço entre o reto e a vagina), que permite verificar a existência de sangue hemorrágico, proveniente das trompas.

Sofrer uma gravidez ectópica, não significa necessariamente ter um problema reprodutivo. Muitos casos ocorrem por circunstâncias adversas e temporárias, mas é indicado verificar e corrigir os distúrbios que propiciaram a gestação fora de lugar.

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